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Eu me perdi na terceira ou quarta linha, lá pela vigésima palavra que lia. Eu me perdi no primeiro ou segundo toque, no intervalo entre um beijo e outro. Me perdi no meio de três palavras, ditas assim sussuradas, um tal de ‘eu te amo’ descontextualizado. Eu me deixei levar por elas, fui sugada para um grande abismo, o abismo do crédito cego, sem análise imediata. E o que chamam amor, não é senão burrice em demasia, mas um dia passa.

Meia-noite. Vontade de sair pra rua e visitar os amigos, mas não tem amigos. Vontade de visitar amigos convertida na primeira dose de vodka do último bar aberto. Nada como saciar uma vontade e ficar bêbado. Bebâdo e só, tão só que a paredes te fogem quando quer se escorar. Tão bêbado que os acentos erram de lugar. Bebâdo e só, sem poder visitar ninguém porque não tem amigos e já é tarde.
A triste sina de ausência dos sisos – Parte 01
(Ou, a arte de tomar sopa fria no canudinho)
Tudo começou com o grito. AHHH. Meu dente da frente tinha se movido meio milímetro e doeu pra ***. Diagnóstico: os dentes do “juízo” não tinham espaço para nascer e precisavam ser removidos.
Depois de uma luta ferrenha contra o sistema público de saúde, eu me perguntava “Qual a dificuldade desses cornos? é só pegar uma faca arrancar essa porra e pronto.” (porra não é palavrão) (e sim, eu sou meio bicho do mato).
Finalmente, deus atendeu as preces de minha mãe e fomos atendidos. Eu, toda mulambenta, pra quê me arrumar pra arrancar um dente não é mesmo? Esqueci da regra número um, todos os cirurgiões dentista são gatos. TODOS. Só os velhos não são, mas já foram um dia. Então, eu abro a porta e me deparo com aquela “coisinha” linda de pelo menos um metro e noventa de altura, eu, vestindo calça capri e de havaiana velha. Nada que ele não tenha visto.
Outra coisa, TODOS os dentistas são sádicos. TODOS. A começar pelos materiais, todas aquelas agulhas e equipamentos que parecem saídos da idade média. Eles te furam e ainda riem, e SEMPRE perguntam coisas quando você está impossibilitado de responder.
Mas este ainda me surpreendeu, me vestiu com uma coisa branca com o espaço só para o rosto, o qual ele pintou de álcool iodado, fiquei amarela e me sentindo como a àrvore velha de Pocahontas. Para completar ele solta “ Você tem um gengiva boa” e eu tenho uma crise de risos coma boca cheia de gaze por este ser um elogio pouco habitual, sendo você mulher e residente no Brasil.
Ah, falando em gaze, ele também disse “Vê se não engole minha gaze, eu só tenho essa” após deixá-la cair em minha língua. Seria cômico morrer engasgada com uma gaze, foi o que fiquei pensando nesse meio tempo.

Ps: Não posso ingerir nada quente, inclusive café; Me sinto como um shinigami sem maçã.
Ps1: Ainda faltam dois dentes para extrair. FUJAMM PARA AS MONTANHASS!!!
Ps2: Ele tinha mais gazes, foi uma hipérbole.

Vamos exercer o celibato?
Deve existir algum motivo saudável por trás do celibato. Não me refiro a votos de castidade por pura devoção religiosa ou conivência social, falo de livre arbítrio.
Pois se tratando de imposição ou falta de “dotes” que atraiam seres capazes de copular, as únicas vantagens do celibato estariam em evitar gravidezes e/ou DSTs.
Mas essa opção provavelmente implicaria em sofrer de males como solidão, carência e baixa auto-estima que podem propiciar desvios de conduta graves capazes de criar um estuprador inveterado. Enfim, isso não é saudável.
O atrativo da abstinência sexual está na elevação de espírito e sabedoria.Dedicar-se somente ao estudo de matérias dificílimas, ou alguma atividade em prol de causas humanitárias ou talvez tentar salvar o mundo dando uma de herói ecológico estilo capitão planeta.
E se você for mais realista que eu, quem sabe para dedicar-se aos estudos, ao trabalho ou escrever um livro de 600 páginas.
Ps: Se você deu muita importância aos termos “por trás”, “estuprador”, “dando uma”, desista! Este post não é pra você.
Revolta
Existe uma “coisa" que as pessoas inventam para se sentirem melhores. É como a fada que traz dinheiro para motivar criancinhas a deixarem que seus dentes de leite sejam amarrados num fio ligado a porta. Vai ver eu sou revoltada mesmo, e isso é ótimo. Não ser revoltado é ser conformado com a vida. Assistir jornal enquanto come uma asa de frango e nem ligar se as pessoas morrem ou não. E é isso, fim do post e blog atualizado.


Vestibular - O cão chupando manga.
Um dia desses sonhei que ia olhar o resultado da UFBA e procurava meu nome entre páginas e páginas, desesperada. Quando finalmente ia achar meu nome(ou não), um monstro saiu da tela do pc e engoliu minha cabeça. Um ser degolado, sangue pra todo lado e a página da UFBA aberta, e eu sem saber se passei ou não porque óbvio: estava morta.
Em todas as provas que fiz, pude notar seres estranhos no pátio com livros abertos e quilos e quilos de lanches para comer entre uma questão e outra. Notei, que eles se dividiam em classes: Os que usavam camisas iguais na tentativa de intimidar, os que não estavam nem aí, os cansados (provavelmente querendo medicina), os ansiosos, e os que não sabiam o que estavam fazendo ali, eu estava entre estes.
Continuo achando os processos seletivos uma merda. Continuo achando que o ENEM é prova concreta da deficiência da educação brasileira. Que o vestibular é muito, mas muito injusto e irreal. No entanto, não fui corajosa (ou burra) o suficiente para não me sujeitar àquelas provas e iniciar um protesto: - Não faça vestibular, ame a si memo.
Me sujeitei ao sistema, sou uma covarde, mas pelo menos passei naquela porra!!

Sempre disse que casaria com um cozinheiro. Não só pelas minha inaptidões culinárias (nesse ramo, só me sobressaio na desgustação), mas principalmente porque PQP é muito sexy um homem sovando uma massa.
Enquanto as minha colegas discutiam o quão gostoso é o tal do Fiuk (magricela, gay e sem sal) eu ficava babando por Edu Guedes do Hoje em Dia. Que homem é aquele, Jesuis.
Não existe coisa mais linda que um homem temperando uma carne, cortando o tomate pra salada, colocando vinho numa taça, batendo claras em neve num prato.
Pelo menos eu achava que não existia. Até minhas férias desse ano.
Meus sonhos viraram fumaça e foram viajar pra outros cantos... Mais precisamente para uma sala, onde uma criatura do sexo oposto criava uma peça linda ao som de blues. Pode existir coisa melhor? Não é interesse pelos tecidos, juro.
Porque na verdade, não existe coisa mays sexy que um homem num ateliê de frente para uma máquina de costura.
Obs: Meu avô era alfaiate, vai ver está no sangue.
SE VOCÊ FOSSE UM SINAL DE PONTUAÇÃO, QUAL SERIA?
Anexando informações as já anexadas
Anexo do anexo
Eu sou parêntese, parênteses
Parêntesis (eu me basto).

Parênteses dos parênteses
Estranho ficar comumente desenvolvendo informações descontínuas e ficar explicando-as por meio de parênteses. Mas é invencível; a arte da prolixidade pede tal aparato.
Hoje, quando coloquei um parêntese dentro de outro me dei conta deste meu vício ou desvio lingüístico (se assim preferirem chamar).
Se um dia resolvesse identificar-me como um sinal de pontuação resistiria à tentação de me nomear o extinto trema e seria um parêntese ou uma reticência (ainda que incompleta (reticência pura não é ponto?)).
Mas colocar parêntesis dentro de parênteses é o cúmulo dos cúmulos. Será que nos é permitido fazer como nas expressões numéricas quando aprendemos que primeiro vem os (parênteses) depois os [colchetes] e por fim as {chaves}?
PS: Talvez por isso também adore P.S,s; pela necessidade de anexar algo.
Ps1: Algum gramático-lingüista presente poderia responder-me o questionamento insolúvel do último parágrafo?

Laranjada – Parte 01
Pode ser que já tenham dito, provavelmente o tiveram, já que sou nova e este mundo é muito velho. É o que me dizem constantemente. Mas se o mundo é velho e eu sou nova, todos nós somos novos perante o mundo que já está farto de ver esses bezerros chorosos que vão e voltam.
Valha-me Deus se minto! E Deus também é muito, muito velho, mas mais novo que o mundo. Porque o mundo inexpugnável esteve lá para os dinossauros, mas teve de ceder espaço a deus que surgiu com os bezerros lamurientos e mais ainda curiosos.
Que por não entenderem o mundo evocavam uma nova insígnia para suas incógnitas tendo a resposta estampada diante deles, esfregada no meio das fuças.
É o mundo que responde o mundo, bolas. Bolas arredondadas e achatadas nos pólos, feito laranja. E sendo a laranja o mais próximo de mundo não é a toa que temos o mundo em nossas mãos e o esprememos. Fazendo o que chamamos de suco de laranja, vulgo laranjada no absoluto sintético.
Continua no parágrafo seguinte
(quando derramaremos a laranjada)

P.S.: Se minha constância continuar assim, o parágrafo seguinte virá uns 8 meses adiante.
P.S.1: Jurava que ”lamurientos” era neologismo, partido de lamuriosos. Lamúria por lamúria, lamuriarei o fato de um lamuriento já ter lamuriado esta palavra antes de mim, porque sou nova.